A gente costuma lembrar do tempo, do pace, da subida difícil, da medalha no peito.Mas quase nunca lembra de quem está ali, registrando tudo.Na verdade, nem dá tempo.A gente não para o treino para conhecer o fotógrafo ou a fotógrafa.E eles estão por toda parte.Hoje, contei cerca de 30 fotógrafos espalhados pelo Parque dos Poderes.Olhos atentos.Dedos prontos.Esperando aquele exato segundo em que a superação acontece.Outro dia, tive o privilégio de inverter o olhar.Com o celular na mão, fiz uma foto.
O fotógrafo Frank Douglas. (Foto: Neiba ota)
E foi ali que conheci o Frank Douglas Mendes da Silva Rondon.31 anos. Assistente contábil. Quase geógrafo.E, sem exagero, alguém que aprendeu a fotografar sentimento.O incentivo veio de casa.A esposa, Gabrielle Rondon, corre há dois anos.Foi a acompanhando, vivendo esse ambiente, que algo despertou nele.Frank começou a fotografar no dia 12 de outubro de 2025, em eventos esportivos pela Foco Radical.Primeiro evento: vendeu duas fotos.Cinco meses depois? Mais de 100.Mas essa história não é sobre números.É a respeito o que veio antes disso.Durante sete anos, ele trabalhou em hospital.E viveu de perto um dos períodos mais difíceis da nossa história: a pandemia da Covid.Ele viu a dor.Viu o medo.Viu a ansiedade de pessoas que chegavam achando que estavam infartando, quando, na verdade, era o emocional pedindo socorro.E foi ali que nasceu um propósito. “Por que não usar a fotografia para levar luz?”Hoje, ele não fotografa só corrida.Frank fotografa histórias.
De fotógrafo para fotografado. (Foto: Neiba ota)
Registra sentimentos.E entrega, com a imagem, palavras que fortalecem. “Meu objetivo é simples, mas poderoso: arrancar sorrisos, reacender a alegria, lembrar cada pessoa de que ela é forte, importante e capaz.”E dá pra sentir isso.Teve gente que voltou só pra agradecer.Não pela foto.Mas pela mensagem.E aí você entende, tem gente correndo e há aqueles ajudando o atleta amador a continuar.Naquele dia, no Parque dos Poderes, na paradinha para tomar o meu gel, eu registrei o Frank.Mas, na verdade, ele é quem faz o click para ter o melhor de nós.Enquanto a gente vive o momento, alguém está ali; transformando isso em memória.E, às vezes, até em cura.Meu Papo Endorfina“Bora correr, bora sentir!Bora ser feliz!”








