Perguntado sobre o real impacto de ter um elenco experiente em jogos eliminatórios, Ancelotti foi categórico ao afirmar que a vivência em grandes palcos é o diferencial que separa os vencedores nos momentos de maior tensão. A vitória contra o Japão, nos pênaltis, reacendeu o debate sobre maturidade e frieza no futebol de alto rendimento.
Em entrevista após a partida, o treinador foi direto ao ser questionado sobre a escalação e as decisões tomadas no decorrer dos 90 minutos. Para ele, o preparo emocional pesa tanto quanto o físico e o tático quando o jogo entra na reta final.
Não temos jogadores como o Paquetá, o Danilo é diferente, o Martinelli é um extremo, temos tempo para pensar. Como sempre se diz, já pensei, já decidi sobre o tema. Essas horas são apenas de confiança
O peso da experiência
A comissão técnica vem trabalhando a cabeça dos atletas desde o início da preparação. Sessões de vídeo, conversas individuais e simulações de disputa de pênaltis fazem parte da rotina — tudo para que ninguém seja surpreendido pela pressão do mata-mata.
Os números reforçam o discurso: nas últimas cinco decisões por pênaltis, a seleção converteu mais de 80% das cobranças, aproveitamento bem acima da média das competições internacionais.

O que vem pela frente
Com a classificação garantida, o foco agora se volta para o próximo adversário. A tendência é de que o treinador mantenha a base, preservando os atletas pendurados e dando ritmo a quem vinha de menos minutos.
Nos bastidores, o clima é de confiança — mas sem euforia. A palavra de ordem, repetida por todos, é concentração.
Veja imagens da preparação e da caminhada dos torcedores:












